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Sobre não saber o que fazer da vida da gente.

14 fevereiro 2018 Nenhum comentário
E eu sou um pouco mais estranha do que ser estranha permite.  — Tati Bernardi. 
Oi.
Pois bem, tenho 22 anos, fui de aspirante a professora, a médica, arquiteta, designer, professora de fato, psicóloga, futura administradora, e uma eterna estudante...

Sobre "Às vezes me questiono: Será que todo mundo se sente assim, meio perdido? Será que alguém sabe o que realmente quer da vida?" Sim, posso falar por mim, me sinto perdida desde os meus 5 anos de idade, que foi quando comecei a me perceber... E eu até hoje não faço a menor ideia do que estou fazendo da minha vida.

Mas quer saber? Teve uma época que eu sabia exatamente tudo o que queria, e o que não queria... Foi a época mais pesada da minha vida, a mais triste também. Não tinha lugar para mim na minha própria vida, eu a criei e eu mesma me expulsei. Porque a gente idealiza muito, sonha muito, e no final sai tudo ao contrário, sai bagunçado, sai algo muito melhor.

Pense consigo mesmo, o que você preferiria, algo que é sempre estruturadinho, planejado, sem espaço para criatividades ou loucuras... Ou algo que você desconhece, curioso, instantâneo, participativo (onde a vida te olha e você responde na hora, como dá), com espaço para o inusitado (que pode sim te fazer sofrer, mas também traz raridade, preciosidades...)?

Eu sentia inveja de quem não mudava de opinião e sempre queria a mesma coisa, mas comecei a ler muito e enlouqueci, meu pensamento passou a ser: Que triste, parece que eles não tem opções para mudar... Eu tenho, vejo que tenho, então vou abusar disso tudo o quanto eu quiser, o quanto eu puder. 

Não ligo mais se vai ficar bagunçado, se em cada segundo eu conseguir me sentir realizada mesmo sem saber o porquê. Acho que me encontrei na bagunça!

Oh, mãe, me desculpa, mas não vai sair como o previsto não. Mas não se preocupe, vai ser ainda melhor, eu prometo...
 

Sobre pessoas tóxicas e a vida

11 fevereiro 2018 Nenhum comentário
Precismos ser alguém de verdade (no caso, nós mesmo) se quisermos ter alguém de verdade ao nosso lado!
Não é fácil gostar de quem se é, se sentir bem consigo próprio... E menos ainda, sentir que as pessoas gostam de estar conosco, sem interesses, sem comodismos... Gostar por gostar, porque somos alguém especial, sem motivo pré-elaborado ou coisa do tipo.

Mas nem todo mundo tem essa sorte. Algumas pessoas simplesmente não estão preparadas para se abraçarem, se soltarem (vez ou outra), e deixar os outros ao redor delas bem! Essa pessoas sofrem em dobro...
Sofrem consigo mesmas, sofrem por se sentirem só... Porque elas ficam só.

Não tem ninguém que seja obrigada a aguentar viver o inferno dos outros. A maioria só quer coisas leves, o bom de estar com alguém... E se não há isso, as pessoas abandonam mesmo.

Quantas vezes eu já não abandonei quem me fazia mal, quem só se fazia mal? A síndrome de mulher maravilha é uma ilusão, não é possível salvar todo mundo... Ainda mais de si mesmos.

Dói ver, dói observar alguém acabando com suas relações, alguém insistindo em hábitos que lhe fazem infeliz, que lhe fazem mal, e ainda assim, os repetir, como um mantra...
Mudar não é fácil, mas por si mesmo vale a pena, nem que seja a tentativa!

Ficar sozinho não é bom. Machuca. Faz a gente encarar apenas o que é o pior de nós mesmos e de toda a situação...

Triste, mas infelizmente as pessoas não estão preparadas ainda, e vão sofrer. E nós, vamos ver tudo acontecendo, sem conseguirmos nos aproximarmos, incapazes de fazer algo!

As pessoas ficam cegas e se machucam, machucam os outros... Elas não escutam o que falam, não percebem o que fazem... Elas se perdem, e com isso, perdem as pessoas ao seu redor!
 

Resenha: MeloHolic (o caso das duas personalidades e o amor)

02 fevereiro 2018 Nenhum comentário
"E é interessante. O tal do ser humano é interessante. Sempre procurando o amor definitivo e a tal da segurança. Logo ele, capaz de morrer no próximo minuto, sujeito à primeira ventania, e sem a menor chance diante do menor maremoto. A segurança, colega, não existe. A gente inventou." — Oswaldo Montenegro


Há quanto tempo não temos uma resenha, não é mesmo?
Estou tentando otimizar como escrevo, principalmente Resenhas, então não estranhem caso fique diferente, ou a próxima resenha venha de outro jeito...

MeloHolic (멜로홀릭) foi um short k-drama que me encantou de primeira. 
Por quê? Simples, aborda dupla personalidade. E isso não é um grande spoiler.
Confesso que só comecei a assistir por causa do Jung Yunho (que deu vida é Yoo Eun-Ho), pois eu sou fã dele como cantor e ator, e fazia tempo que eu não assistia algo com ele. Só que eu fui pega de surpresa pela lindíssima e talentosa Kyung Soo Jin, que deu vida a duas personagens avassaladoras!
Fonte do texto: Viki
"Ter a habilidade de enxergar os verdadeiros pensamentos e sentimentos de uma pessoa pode ser uma maldição em vez de uma bênção. Yoo Eun Ho (Jung Yunho) é um jovem que tem a habilidade de ler os pensamentos das pessoas ao tocá-las. A habilidade de ler os pensamentos mais profundos das pessoas faz com que ele descubra que as pessoas não dizem o que querem, o que faz com que ele seja desconfiado e cauteloso, principalmente com as mulheres com grande potencial de relacionamento. Mas quando Eun Ho conhece Han Ye Ri (Kyung Soo Jin), ele descobre que ela é muito diferente das outras mulheres que ele conhece. E se essa diferença incluir 2 personalidades diferentes, o que Eun Ho fará com Ye Ri?"Melo Holic" é uma série dramática sul-coreana de 2017, dirigida por Song Hyun Wook. Baseado no webcomic de mesmo nome, escrito pela Equipe Getname."


Fonte: Viki ou Google Imagens.




Eu achei esse quadro com os personagens, que explica bem como foi distribuído o elenco.
As fontes originais eu perdi, mas foram todas do Google Imagens. Nada é de minha autoria (só o banner e os aspectos do blog (final)).

O elenco conta com grandes nomes, como Choi Dae Chul e Han Jae Suk. Até hoje vi boas comédias com os dois.

Mas a minha grande revelação com esse dorama, foi mesmo Kyung Soo Jin! Ela mandou muito bem com as duas personalidades: Han Ye Ri e Han Ju Ri. Minha preferida foi Han Ju Ri, inevitavelmente, não só por ser divertida e a mais forte (no começo), mas por ela ser decidida e sensível ao seu jeito. 


Fonte: Google Imagens


Assistam ao trailer e sintam o impacto dessa produção!



Os atores tem uma química incrível, e não falo só dos protagonistas, ou como casal/casais, mas sim de todos os personagens. Cada um tem uma função importante e que encaixou perfeitamente bem na trama.

Para quem acha que é apenas um romance bobo (como eu achei), cai do cavalo. MeloHolic vem apra surpreender com uma investigação delicada de crimes que me deixaram instigada do início ao fim.
Eu gostaria de poder afirmar que eu não me encantei pelo antagonista, mas mentiria... Eu fiquei apaixonada pelo personagem e pelo ator! 
Ele é o personagem com maior complexidade (ao meu ver), ele e as protagonistas. É preciso ser delicado e sensível para entender como o personagem — ao qual Han Joo Wan deu vida — pensa e age. É fascinante!

O final?
Fantástico, pelo menos eu achei o desfecho do "mistério" adequado e cômico até, pois a personagem de SolBin dá detalhes importantes (ao final) sobre aspectos que influenciaram as últimas decisões do antagonista! 
Meu lado romântico ficou satisfeito, assim como o realista. Pois, convenhamos, o antagonista pode ser lindo, mas o que tem de lindo tem de frustrado e sem noção...

Outro ponto que me ganhou foi a quebra do clichê "menina corre atrás de menino!", até mesmo no amor a primeira vista eles conseguiram me entreter, e Yunho fez tudo ficar ainda mais divertido!
Ah e não posso esquecer do aspecto de comédia que todo o kdrama leva. As cenas foram bem elaboradas até e as personalidades dos personagens deram vida a situações cotidianas X.
MeloHolic tem um Q de romance adolescente em tempos adultos, com investigação correndo a solta e amores mal resolvidos (O que foi Kim Min Kyu nesse drama? Não sei lidar... Esperava um final melhor para ele...).

Esse enredo trouxe questões sérias, de forma descontraída, como a questão da dupla personalidade (que é enfeitada, mas ainda assim, é bom que esteja em pauta), a questão de tomar cuidado com quem se relaciona, o cuidado em não dar muita confiança a estranhos, e tampouco a ideia brilhante de achar que é super-herói e que sem ajuda você conseguirá resolver todo e qualquer problema... Assim como, ainda tem gente muito boa e empenhada na polícia, que vai fazer o possível para proteger os cidadãos.

Eu super recomendo. E é um drama para assistir em um ou dois dias. Bem leve e fácil de entender!


Título: MeloHolic (멜로홀릭)
Gênero: Comédia, Comédia Romântica, Short
Episódios: 10
Emissora: OCN
Ano: 2017
Classificação:  

Metas para 2018 e a tal de felicidade.

09 janeiro 2018 Nenhum comentário
Every day is a fresh start.
Eu já me convenci de que não dava certo com metas, mas então eu aprendi que elas não são o meu objetivo, mas sim uma prévia dos caminhos que eu quero começar (ou continuar) a trilhar. Elas funcionam como uma perspectiva, que podem ser alteradas a qualquer instante, e que dificilmente serão esquecidas (dessa forma, pelo menos).

Então, apresento as minhas metas:

Levar uma vida mais saudável:
Isso inclui voltar ao exercício (academia e caminhada) e mudanças na minha alimentação (mudei alguns hábitos em 2017, mas não é nem o começo).
E quem sabe, começar natação e perder o medo da água!

Fazer terapia:
Eu sei que preciso! Há anos venho protelando, e isso quase não deu certo em 2017. E agora, formada em Psicologia, nada mais justo, não?

Continuar estudando:
Sim, não vou abandonar as salas de aula.
Esse ano vou me inscrever em uma outra graduação, que é uma preparação para o meu futuro (e meus grandes sonhos, que um dia trarei um texto explicando).
Isso significa que eu continuarei fazendo cursos externos. Achei um de "Jornalismo" em uma faculdade conceituada, e cogito fazê-lo.
Continuarei no coreano, mesmo com a primeira bomba que levei no semestre passado.

Cuidar mais de mim (e dos outros):
Não ser tão desleixada comigo. O tempo é curto, mas não pode me controlar dessa forma... Vou fazer mais com menos (em questão de tempo, de dinheiro... Tudo!).
Dar mais atenção ás minhas prioridades.
Atentar a minha saúde e a dos meus familiares.
Ser mais autoconfiante.

Treinar minhas habilidades (ou a falta delas):
Com calma, sem pressão! Pois eu quero aproveitar cada momento desses.
Isso diz respeito ao violão, ao piano, ao inglês, ao coreano, ao ser beta e escritora...
Pretendo trabalhar a minha não-habilidade em design!
E em menor escala, perder o medo de cantar em casa. Pois não é como se eu fosse um fracasso cantando, eu só não sou muito boa, mas me deixa feliz, então vamos!

Trabalhar meu receio de falar em público:
No meu TCC eu vi um outro lado meu, um lado que não se conteve em falar em público e apresentou um trabalho que valeria a minha graduação. E não é que deu certo?
Então acho que eu devo dizer o que tenho a dizer pro mundo. E se para isso eu preciso passar por alguns cursos de oratória, eu faria! Tenho dois em vista, vou verificar o investimento e pretendo fazer nesse primeiro semestre, pois vai me ajudar muito!

Viajar mais!
Viajar é amplo, mas digo, eu quero conhecer melhor São Paulo, quero viajar pro interior. E meu maior sonho para esse ano é um intercâmbio em Seul, e eu estou trabalhando meus pais para isso, pois eles não querem que eu vá.
Tenho ai projetos de três viagens maiores, ainda esse ano, mas veremos se dá certo.

Investir melhor!
Eu não pretendo trabalhar esse ano (mas tenho em vista algumas oportunidades, e se rolar, eu vou!), mas temos os bicos que faço, e o pouco que eu ganhar, preciso investir para render.
Pois não posso depender sempre dos meus pais e da minha madrinha.

Ser mais organizada/minimalista:
Eu acredito que seja algo possível, basta eu me dedicar. Pois (como aprendi com a 선생님 ), quem quer faz! E eu não fiz muta coisa esses últimos anos. Perdi muitas oportunidades, pois não tinha espaço nem para aproveitá-las, nem para percebê-las.

Ser voluntária!
Não sei bem como, onde, quando. Mas eu quero!
Penso bastante em orfanato, em trabalhos manuais... Mas sem pressão ou rotina inflexível, pois eu quero estar bem para ajudar os outros.

Quero me tornar uma pessoa melhor. 
Com mais propriedade de mim mesma!
Quero me tornar a melhor versão de mim!

Mas me digam vocês, quais são as metas e prioridades para 2018?
Estão confiantes de que farão o melhor por vocês mesmos?
Espero que a gente plante e colha bons frutos esse ano, e que seja surpreendente. Pois muito melhor do que criar metas e estabelecer prioridades é se surpreender sendo feliz com o inesperado.


Querido 2018,

02 janeiro 2018 Nenhum comentário
Fonte: Google Imagens.
Acho que quando a gente para de tentar impressionar o mundo, e começamos a ser nós mesmo e a nos descobrirmos diariamente, é ai que impressionamos de verdade.

Diferente do que previ, 2017 passou, e eu fiquei. Fiquei mais forte, formada, menos ingênua e um pouco mais leve...

Foi um ano difícil, não pela faculdade (não só!), como todos pensam, mas porque a vida me deu uma espécie de rasteira (da pior possível)... Eu nunca me senti pior (a não ser quando sinto falta do meu falecido tio...), e o pior é não saber o que fazer com isso! Até agora eu não sei. Mas vou seguir os conselhos de um mentor especial: Siga seu coração, se ele diz para você ser boa, mesmo que doa, seja boa!

Então eu vou deixar um pouco a raiva e o lado racional de fora e focar nas coisas boas. Tem tanta coisa boa no mundo, tantas oportunidades, tantas aventuras (sem necessariamente, precisarmos precisarmos abrir mão de todo o resto...), tantas pessoas interessantes a conhecer...
Não tenho tempo!
E se não tenho tempo, preciso viver mais cada minuto.

Agora sobre o blog, voltarei (já que passou o ano final da graduação). Não postarei todo dia, mas quem sabe de 2 em 2 ou 3 em 3 dias...

Teremos posts em inglês e lá para o meio do ano, em coreano (coisas bobas, claro).

Espero que 2018 me dê a chance de viver de verdade e sem arrependimentos!

Gostaria de ter jeito de escrever mais, mas é que a Coco Chanel (uma das gatas dos meus primos) deitou em cima de mim e do note, logo, impossível escrever, ela me rendeu com suas garrinhas e se ajeitou para dormir. Então pararei por aqui.
Segue fotinho dessa coisa linda!

Por isso, conte-me nos comentário como foi sua viradas de ano, quais seus planos, o que você espera de 2018 e o que está disposto a fazer para ser um ano bom...

Em breve, postarei sobre metas 2018, coisa boba, mas farei!
 

2017 e suas maravilhas!

24 dezembro 2017 Nenhum comentário
A gente tem que usar e abusar das possibilidade de uma vida fantástica!

2017 foi um ano e tanto!


Eu passei por muitas provações, e me surpreendi ao descobrir que a Faculdade não seria a minha maior delas...

Eu me afastei de amigos, de velhos hábitos, desacreditei dos sentimentos e me tornei mais cética quanto a relacionamentos... Mas ao mesmo tempo, nunca fui tão viva!

Nunca exigiram tanto de mim... Nunca me deram a chance de fazer tanto, com tão pouco.

Eu toquei vidas e mudei. Nem de longe sou a ingênua menina de 17 anos que foi para faculdade com medo do trote no primeiro dia (trote esse, que nem teve!). Como eu era tola...

Conheci pessoas incríveis, e pessoas das quais nem me lembrarei o nome no ano que vem, mas que marcaram a minha vida, seja de forma positiva, seja de forma negativa...

Tive meus dias ruins, com frequência, nos quais tive a oportunidade de reinventar meu mundo e me forçar a dançar em plena dor de cabeça (nem sempre no sentido literal). Nesses dias as coisas ganhavam outros sentidos e se apresentavam diante de mim de forma esplêndida! Aprendi a ter paciência e respeito com a minha vida.

A universidade foi uma das melhores experiências da minha vida, me fez renascer como pessoa, deixar de ser só Gente, e passar a ser humana de verdade. Eu ouvi coisas que me deixaram angustiada, que me desafiaram a alma, que me forçaram a abandonar minha pouco autoconfiança, que destruíram minhas bases, retiraram minhas lentes distorcidas e desfocadas e me apresentaram um mundo hostil e lindo por si mesmo. Como pude não vê-lo por tanto tempo?

E você? Que tipo de mundo tem visto?
Já experimentou vê-lo do avesso? E de conta cabeça? É divertido, de certo modo. Não se assuste!

Ser gentil é obsoleto?

15 dezembro 2017 Nenhum comentário
 Misture-se com pessoas de bom coração.
O que falta no mundo é gentileza, Kim?

Andando por esses caminhos tortos foi o que pude perceber. Todo mundo grita, mas ninguém se escuta. Dói e a gente acelera frente aos muros que criamos. Os destruímos e compramos mais concreto para construir um mais forte, maior.

Quando foi que nos tornamos tão fixados em nos tornamos a nossa pior parte? É uma espécie de desafio que nunca me comunicaram? Não quero ser convidada a andar na linha dessa vida desumana. Não quero me agredir mais do que já me feri. Já não é fácil naturalmente, se ainda formos agentes do nosso pior, não acho que sobre muita coisa, a não ser, nossos cacos.

Ser gentil é obsoleto? Será que eles sabem, Kim, da sensação gostosa que toma nosso coração e se espalha por nossas terminações nervosas quando sorrimos para alguém, ou quando respeitamos quem nós mesmos somos?

Será que algum dia eles se permitiram chorar livremente sem julgamentos, olhando para fora e pra dentro, em um conflito delicioso de ser humano, de ser algo sem definições?

Não sei até quando vou saber caminhar sozinha, Kim. O mundo continua sendo nocivo, e eu continuo não sabendo muito bem como reagir. Nem ao menos sei me proteger, como posso durar lá fora, se as regras do jogo são tão distintas e nem fazem sentido?

Eu continuo me sentindo meio sozinha e perdida nesse universo de muros, amedrontada o suficiente para não me livrar dos próprios que construí em volta de mim...

Eu sou uma pessoa ruim? Não quero machucar ninguém, não mais. E muito menos tirar ou deixar de ser a possibilidade do melhor de outro alguém. Ás vezes a gente é um start na história de alguém, somos um momento, um personagem, que coloca uma existência de volta aos seus trilhos e passamos a vida inteira sem saber, sem apreciar o quão lindo é o destino, o quão emaranhados estamos.

Agora acho que ainda acredito, Kim.

Não estamos sozinhos, só estamos com os olhos fechados a tempo demais para conseguir ver isso.

E aqueles que não sabiam voaram, se lançaram!

14 dezembro 2017 Nenhum comentário
Cada um de nós tem aquele nó deixado por alguém. — Clarie, 1992.
Min, será que serei capaz de sorrir amanhã? O frio está de bater os dentes, e dentro de mim queima um misto de emoções angustiantes; me sinto caindo, me sinto sufocada... É como se eu tivesse dado o primeiro passo em direção ao abismo. E entrei no automático, já não controlo todo os meus movimentos, mesmo sabendo que aquela direção pode ser o meu fim, afinal, eu não sei voar.

Eu tenho medo da altura, Min! É assustador. Você também subiu alto demais para poder voltar, não? Mas você parece tão decidido, tão forte, mesmo nas suas fraquezas... Queria poder ignorar minha vulnerabilidade e aproveitar a queda livre, mas sou covarde demais para abrir mão de mim mesma, sou imatura demais para investir em um salto maior do que eu costumo dar. Não terá ninguém do outro lado, certo? Nunca tem. E você sabe bem disso.

Se eu for, irão lembrar de mim? Não me dê esse sorriso de canto, é evidente que todos lembrariam de você, mas eu não deixei nenhum legado artístico ou abstrato para milhões como você fez. Você foi forte o suficiente para cair e alçar voo contra tudo e contra todos. Você foi além, Min, você luta todos os dias contra si mesmo, contra seus medos, seus traços disfuncionais... Não ter asas não te impediu de conseguir voar e espalhar o que você é pelos quatro cantos do mundo. Mas fazer isso sem talento ou companhia não é inútil?

O que será que tem do outro lado, ou lá embaixo?

Será que é melhor do que eu tenho aqui dentro de mim?

Acho que nunca vou saber, certo? A menos que eu feche os olhos e sinta em todas as minhas células, que não compensa ficar amedrontada e parada, se eu posso aproveitar uma chance nova de me libertar de mim mesma e perder totalmente o controle dessa vida tão humana e frágil.

Somos todos frágeis, Min; você me ensinou isso, e através das teclas do piano você tocou meu coração com sua essência, evidenciando que é na nossa fraqueza que habitam o nosso forte.

TAG: Os últimos!

29 julho 2017 1 Comentário
E o acaso, bem, ele nos traz alguns presentes de vez em quando. Kelly Mathies
Faz muito tempo que não trago nenhuma TAG, não é mesmo?
Essa eu achei por acaso no blog da Geórgia (Noitecer), deem uma passadinha lá e confiram as respostas dela, ela tem bom gosto!
Regras: 
Repassar para 5 blogs de sua escolha e avisá-los.
Não adicionar novas perguntas.
Somente respostas verídicas.
  • A última série que você viu: Drop Dead Diva
  • O último filme que você viu: Um espaço entre nós
  • A última pessoa que você viu: Meu pai
  • A última música que você ouviu: Lonely (Sistar)
  • O último grupo favorito: BTS (always)
  • A última roupa que usou: pijama
  • A última coisa que comeu: Batata cozida
  • O último doce que comeu: bis branco
  • A última conversa no WhatsApp: com a Paulinha
  • A última viagem: Araçatuba (?)
  • A última paixão: Kim TaeHyung ♥
  • A última frase: "Eu amo essa mulher!" (sobre: Ana Cláudia Quintana)
  • Última ligação: minha mamis
  • Último blog visitado: Swacre (link)
  • A última aba do navegador: Tumblr
  • O último esmalte: Preto (Impala)
  • A última coisa que bebeu: água
  • O último livro: "A morte é um dia que vale a pena viver". Recomendo! Assistam essa mulher:

Deixo a TAG em aberto, fiquem a vontade para responder, por favor peço que deixem o link aqui para podermos visitar. E caso queira, pode responder a TAG no comentário também, vou adorar saber suas respostas!

Sobre Formatura, Viagem e Planos.

26 julho 2017 3 comentários
Realmente a própria companhia na verdade é a solidão bem vestida...
Hoje estava respondendo mais um comentário sobre Festa de Formatura, que postei ano passado (AQUI) e vim compartilhar com vocês minha decisão (antiga). 

Pois é, eu optei por não ter festa de formatura com a minha turma, e também por não participar da festa. Os motivos? Bom, lá vai.

  1. Minha turma não se dá bem: cruel dizer isso, mas é a realidade e eu não me engano. A maioria lá se mataria, se pudesse...
  2. Dinheiro: é muito caro, mesmo parcelando, e não é como se eu fosse uma pessoa festeira... Até mesmo para participar da festa como convidada é pesado no bolso (R$300,00 acho).
  3. Dia: eu não tenho como saber se eu estaria bem ou não para aproveitar o dia da festa. E se eu viajo? E se eu arrumo um emprego? E se eu adoeço? Tudo isso contou na minha decisão...
  4. Prioridades: como não sou de festa, obviamente isso não está no topo da minha lista de vontades ou metas... Viajar é o que mais me interessa, e me graduando é uma boa oportunidade para convencer aos meus pais para bancarem a minha viagem à Seul, mesmo que seja só 10 ou 15 dias, para que eu conheça o lugar que tanto me atrai a atenção...
  5. Parcelas: ainda parcelando a festa, e guardando dinheiro para o "dia" (vestidos, cabelos, maquiagens, transporte...) ainda assim ficaria pesado, pois não tenho condição de desembolsar R$500,00 reais por mês para não me enforcar no último mês do pagamento sabe.
  6. Valeria a pena?: Para mim, não!

Eu não estou arrependida e nem triste. Estou angustiada pois eu falo e falo sobre a viagem com meus pais e eles desconversam, falando que queriam que eu fizesse a formatura... Mas não é o que eu desejo, sabe. E acho que eles vão acabar cedendo. Tudo depende desses próximos 6 meses, em como eu vou me sair, se vou passar sem nenhum DP ou exame (por 5 anos!); se eles perceberão o quanto estou envolvida com minha formação e com meus cursos, se eu tirar boas notas; se eu demonstro saber me cuidar sozinha, e cuidar da minha saúde... Enfim, o meu crescimento acadêmico e como pessoa. Eu farei o possível para conquistar a confiança e o investimento deles.

E vocês, fizeram festa de formatura ou participam de uma? Gostaram? Ou optaram por outro plano, como eu estou tentando? O que acharam da minha decisão?
 
Desenvolvido por Michelly Melo.