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Ah se a gente pudesse falar com o passado...

05 junho 2014

Música do dia: Marcelo Camelo - Meu amor é teu

Aos quinze anos, há até certa graça em ameaçar muito e não executar nada. — Dom Casmurro 


E como a gente era a uns 6 anos atrás hein? O nosso passado. Como ele nos entregava as coisas?
Pensar no passado dá uma certa nostalgia, porque sempre tem algo bom para se resgatar dali, uma pessoa, um momento, coisas, ideais, sentimentos... 
A gente vai crescendo, e com o tempo a vida muda de cara, as pressões são outras, as expectativas, as rotinas, e até os sonhos se transformam, tomam corpo. Mas somos resultados de tudo aquilo que vivemos, de tudo o que já vimos, fizemos parte... Cada mero detalhe nos compõe, e nem nos damos conta do quanto isso nos enriquece, nos deixa mais belos. Ao desprezarmos nossa história, nosso passado, nós estamos nos agredindo, nos desprezando, cortando a si mesmo em pedacinhos que sozinhos não sobrevivem bem. 
E por que insistimos nisso? Em não nos aceitarmos como seres complexos e inteiros, unos, que somos? Parece até que quando somos adolescente fazemos uma promessa de sempre dificultar nossa própria vida. Não duvido que tenhamos mesmo feito isso, porque sempre estamos complicando um pouquinho mais, e quando se torna insuportável, posamos de vítimas; só que tudo só chega onde chega porque nós deixamos.
Se nossa vida é vazia ou passa batida dia após dia é porque não estamos despertos o suficiente para entender que a única regra do jogo (vida) é a de que não tem manual de vivência, a beleza está no jeito único que cada um tem de viver. Se tudo fosse igual, seria tão chato...
Mas não nos tocamos disso quando temos 15 anos, quando temos essa idade, achamos que temos o mundo em mãos e que não há nada nele que fuja do nosso controle de algum jeito, que nos adaptamos a tudo. E de fato, a última parte é muito verdadeira, mas o jeito como esse pensamento é dado e levado é que é um erro cruel. Erros cruéis também podem levar a aprendizados, certo?




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