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Um dia essa dor será útil.

06 dezembro 2014

Música do dia: Elisa - Apologize Testo


A gente só devia falar alguma coisa se fosse interessante, ou absolutamente necessária. E eu não tenho nada interessante para dizer. - James Sveck
Você provavelmente estaria se perguntando quem seria James Sveck... Eu também não o conhecia até essa manhã maravilhosa, até que ele se apossou da minha televisão e captou minha atenção. 
Ele, nada mais é, do que um adolescente comum de 17 anos, que não é rotulado como normal - nem por ele mesmo- e está naquela fase da vida nebulosa, onde nada faz sentido e você tenta se encontrar; ele ainda com alguns agravantes: a irmã um pouco fora dos padrões, uma mãe que se casa tentando preencher um vazio, um pai vaidoso que é capaz de se submeter a cirurgias estéticas -mas se o filho pedir salada, o acha gay...- e sua adorável avó, que é quem chega o mais próximo de compreendê-lo e orientá-lo devidamente, além do melhor amigo gay e que ocupa um cargo superior ao dele na própria galeria de sua mãe. Dentre todos esses personagens, ainda surge a terapeuta, que de forma calma e adequada, consegue conduzi-lo - junto a sua avó, principalmente - pelos caminhos tortuosos da adolescências e suas decisões tão marcantes sofrendo menos, ciente de que ele irá se descobrir e saberá lidar com o que reconhecer em si e nos outros.
Em Um dia essa dor será útil, os clichês adolescentes, e os dramas tão pessoais deles, tomam forma em um enquadro cômico e dramático ao mesmo tempo, tendo como principal fator o pessimismo que força o otimismo a renascer diante dificuldades e incertezas. Se tem uma coisa na qual acredito é que é do pessimismo que se pode chegar ao mais puro e forte otimismo de uma situação, é encarando de frente os pontos negativos, que se começa a dar valor aos positivos e que esses passam a ser visíveis.
É um filme sensacional que nos tira do comodismo, sem nos arrancar do que nos é familiar. Retrata como a estrutura familiar é forte e fragilizada, como as relações são totalmente possíveis e moldáveis, os pesadelos de uma mente que se sente incompreendida pelo próprio protagonista dela, ou como se dá o Amor. Afinal, o que seria o amor? Depois de assistir a esse filme, aposto que sua concepção do que é esse sentimento tão nobre irá mudar, se ampliar; e verás a beleza de algo tão simples.
Simples, inovador e brilhante, são essas as palavras que rondam minha mente quando penso em descrever qual foi a minha experiência com o Someday this pain will be useful to you (2012) do -até então desconhecido por mim, porém parecendo ser muito talentoso, diante essa obra que me foi apresentada- diretor Roberto Faenza. Ao pesquisar um pouco mais descobri que foi baseado no best-seller de Peter Cameron , que leva esse mesmo nome, e que pelo que pude apurar na breve pesquisa - já que ainda não comprei o livro, irei encomendar semana que vem na Livraria Cultura- há algumas modificações até mesmo do gênero de um dos personagens, mas lerei e depois venho relatar como é. Duvido que o livro me decepcionará, já que o filme me emocionou tanto.
No elenco contamos com atores renomados como: Marcia Gay Harden, Lucy Liu, Peter Gallagher, Stephen Lang, Ellen Burstyn, e outros muito talentosos como Toby Regbo e Deborah Ann Woll e Aubrey Plaza. De tirar o fôlego imaginar eles trabalhando juntos não?
Bom, abaixo segue o trailer oficial do filme, espero que gostem, eu realente o recomendo, é muito bom, e é instigante, nos faz repensar a forma como estamos levando nossas vidas, ou como a estamos deixando simplesmente nos levar.

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