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Coerência que Intitula

14 janeiro 2016

E lembre-se: O mundo não para só porque você quer descer.

Queria ter mais coerência em minha vida. Mas como ter mais coerência, se nem ao menos sei com o que ter coerência. Eu e essa minha louca mania de tentar resolver as coisas pelo meio...

Para ter coerência é preciso ter algo, ser, ou acredito, ao menos; para que se possa conectar a nossa vida. E o que tenho, sou ou acredito? Nunca tinha me dado ao trabalho de me conhecer, e agora que estou curiosa, me sinto amedrontada por não saber nem por onde começar. "Tolice! Oras, comece pelo começo." Justo, mas não vem indicado com placas esses lugares psicológicos; onde é mais fácil sair de um labirinto imenso, do que ter caminho certo em si mesmo.

Mas ai vem outra: "Não importa tanto a direção, desde que você aproveite o máximo o seu caminho". Novamente a esperança latente. Sentir-se livre para começar donde sentir-se familiarizado; porque o humano é assim, sem familiaridade, não move um passo praticamente, ou só regride... Ok, se regredir for o caminho, regrida... "Mais vale um passo pra trás, para dar dois a frente.".

No que tange ao meu singelo pensamento, coerência tem mais a ver com sentir e experimentar, do que certezas absolutas. Afinal, se não se conheces, que certezas podes ter? Se nem o mínimo dominas, o mundo será grande demais até em sonhos. A humildade também habita esse requisito singelo, pois é preciso ser muito humilde para se reconhecer, se entender e aceitar.

Ah, mas coerência então também tece com coragem. Aquela que tanto se enaltece nos filmes, e tenta-se vender prescrição. Crendo que coragem tem mais a ver com tempo... Sim, com Tempo; insólitas considerações de que "20 segundos de coragem insana" mudariam uma vida. Aceito tudo que mude, afinal mudança também valida a coerência. Pois uma não inibe a outra, e muito pelo contrário; para que a primeira ocorra, é necessário que a segunda a suporte minimamente; caso contrário, não haverá sustentação.

Sustentação se equipara a força, outra fonte que sustenta a coerência. Forças em todas as semânticas possíveis, pois a coerência é tão vasta que se vale do que lhe for mais útil; desde a física, até a emocional; afinal não há corpinho que aguente um tranco existencial, sem uma boa dose de Alma.

Queria eu ser mais coerente com a minha vida, e meu coração; ambos sinônimos, mas que andam em dessintonia. Mas vale crer que minha coerência condiz com minha temporária incoerência de ser. Se ainda não sei quem sou - e posso nunca saber ao certo...- de nada me valeria uma coerência vã, incalculada e pretensiosa, que insistiria em determinar o que nem foi identificado ainda. Seria como catalogar um planeta que nem sequer existe. Minha existência não me permite ser tão incoerente, nem com a Sra. Coerência, que diga-se de passagem, é uma grande Sra. nos dias atuais. Se faz tão necessária, que se faz de difícil; mal começou a ser valorizada e já a sinto sabotada. Mas vale crer que ela se fará forte onde mais se precisar dela.

Ah... Queria ser tão mais coerente... Mas coerente é saber que ainda não posso ser.

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