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Carta a um ex-amor passageiro!

13 julho 2016
Não me alimento de “quases”, não me contento com a metade.Nunca serei sua meio amiga, ou seu meio amor.  —   Marilyn Monroe
E a vida era aquilo mesmo, uma rotina indefinida na flor da juventude. Nos perdíamos no tempo, você também se sentia assim? Presumo que sim. Arrisco a assumir que não entendíamos metade das coisas que aconteciam, eramos distraídos demais, ou não eramos bons em montar quebra cabeças.

Você ainda se lembra como eu tinha medo de você? Chegou um tempo em que eu nem mais disfarçava, afirmava frente a frente que você me assustava e eu não queria fazer nada a respeito disso. Acho que se você realmente tivesse acreditado em minhas palavras, teria me perguntado dos meus porquês, mas você apenas aceitava aquilo e tentava me tranquilizar, sem muito êxito.

Agora sei que aquilo não era medo, era algo parecido e facilmente confundido com desconforto, mas como já diria Won (I need Romance 3) era animação; aquela palpitação gostosa que dá no peito da gente quando a pessoa que gostamos está perto. A gente fica meio abobada mesmo, não sabe bem o que falar ou fazer; mas o melhor de tudo isso é não saber mesmo, porque tudo é muito novo e tudo pode nos surpreender.

Comigo não foi diferente, suas posturas me surpreendiam; você me deixou atacando nós dois sozinha, passou a ser compreensivo e então eu me desarmei; fiquei sem saber o que fazer, e desisti de entender ou agir, só parei mesmo. Parando para ouvir o que eu sentia, vi que te admirava, gostava de você sem muitos porquês.

Como um cúmplice você pareceu descobrir mas esperava uma declaração. Foi em vão, não a fiz. O tempo passou e com ele meus sentimentos mudaram, minhas lembranças suas ganharam peso e eu aprendi a te guardar em mim como um amor primário, um rascunho de amor mesmo: A primeira vez que tentei amar, sem saber, e deu certo!

Sei de notícias suas vez ou outra e me sinto cada vez mais orgulhosa por ter gostado de alguém como você. Não me interessa se te achavam meio bizarro na época, ou se te acham estranho hoje; aos meus olhos você era um garoto incrível, e naquela época eu não sabia identificar porquê, mas hoje eu sei. Será que se nos esbarrássemos por ai você me ouviria? Não duraria mais do que um Mocha Branco no Starbucks, juro.

Só então eu poeria te dizer sem pesos ou medo no coração que eu gostei de você de verdade, e foi lindo mesmo sem ter tido um enredo dualista. Brincamos sozinhos com nossos sentimentos, descobrindo. Naqueles dias eu te via como alguém inteligente, alguém bonito por dentro e por fora, alguém ordinário ao alcance de minhas mãos, alguém que me irritava por me desafiar e me instigar. 

Eu simplesmente diria algo do tipo, resumidamente; e finalizaria com o meu mais sincero: Eu gostei de gostar de você. Elevou meu patamares, e só agora me dei conta de que pela primeira vez tinha gostado de alguém pelo que esse alguém era, mesmo que não tivéssemos a melhor relação do mundo. Aprendi a gostar de alguém com quem não sabia lidar. Gostei até dos seus defeitos, que se encaixavam perfeitamente com os meus.

Já na saída do Starbucks eu sorriria e te passaria a mensagem mais importante que eu teria a lhe entregar e que meus lábios não tem jeito de pronunciar: Obrigada por ter sido meu amor na juventude! Valeu muito a pena! Será que ainda podemos ser amigos? Agora acho que sei como lidar contigo...

2 comentários

  1. Belo texto! Bom final de semana.

    http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/

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  2. Nossa que texto lindo, tão profundo... adorei a forma que você escreve <3
    http://meiosentimental.blogspot.com.br/

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