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Nostalgia diferente

18 abril 2014

Música do dia: Onze:20 - Pra Você


“Somos como um trem, que não tem trilhos.” —Desnortiada.
Uma espécie de nostalgia toma conta do meu ser, e eu não sei ao certo de onde ela vem, ou do que se constitui. Apenas sei de sua existência e já sofro com ela. É como sentir saudade do que nunca se viveu, do que é incerto, de coisas que nem ao mesmo fazem sentido.
Mas o que realmente faz sentido? No que vale a pena acreditar? Atrevo-me a dizer, que não há resposta melhor do que nada realmente faz sentido, e que tudo depende do ponto de vista do qual se vê, do qual se sente ou se deseja estar; e que tudo é digno de se acreditar. Ousaria em ir mais além, se você me entender, vai entender (e eu não errei na escrita, e muito menos estou cometendo um vício de linguagem, é exatamente isso que eu quis dizer: que se você me entender, vai entender isso aqui), se você acredita, existe, e apenas isso. Basta realmente acreditar e sentir, que é possível, se torna existente de alguma forma, mesmo que seja só para você. Afinal, você quer um espetáculo para quantas pessoas? Sendo que no final, só diz respeito a você, só é importante para você.
É confuso, eu sei. Mas até o confuso faz sentido. Eu aprendi isso, só não sei quando e nem como, só sei que isso faz parte da minha vida.
Voltando à nostalgia... Fico em dúvida se esse sentimento, ao qual nomeio nostalgia, é capaz de evoluir, se ele tem força de reação sobre minhas atitudes. Partindo da hipótese de que tenha, talvez minha vida se torne a grande aventura que eu sempre sonhei, talvez eu finalmente largue os estereótipos para me jogar de cara na minha personalidade sólida e densa, sendo assim, talvez se eu aprender a conviver e lidar com essa nostalgia, eu passe a ser mais Eu mesmo e menos o Eu do mundo.
Aposto no jogo em que essa nostalgia vem como reforço de vida, como um incentivo que me mostra algumas coisas que eu poderia ter sido e ter feito, que eu ainda posso, nunca é tarde demais...

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