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Sempre voltando

16 abril 2014

Música do dia: Ellie Goulding - Burn
“Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei.” —  Caio Fernando Abreu


Sei que dei uma sumida, mas é que a vida requereu muito mais energia minha do que eu estava preparada para dar. Provas (tanto do curso, quanto da faculdade), alguns trabalhos, fiquei doente algumas vezes... Foi difícil, mas parece que peguei o ritmo de 2014 agora. E veja só! O tempo vai passar voando...
Mas vale dar tudo de si todo dia, desde o primeiro passo para fora da cama, até o último diário em direção a mesma. Quando você dá tudo de si, parece que o sentimento muda junto, fica maior, mais intenso, mais valioso. Talvez pensasse duas vezes antes de arruinar tudo por bobeiras, de se estressar por coisa pequena. Quase nada é perfeito, apenas algumas imperfeições são perfeitas...
Todos os dias, temos algumas coisas desagradáveis, mas tudo depende do como a encaramos, do nosso ponto de vista, e da nossa reação. Todo o controle, tudo, está na nossa própria mente. Somos nós mesmos que fazemos os nossos dias e não podemos culpar terceiros porque as coisas dão errado; porque se dão errado, é porque de alguma forma nós estamos deixando ser assim, e estamos colaborando para que isso ocorra.
Nós somos diretores das nossas próprias vidas, do nosso dia a dia. Não é só o glamour e o sucesso que vem das e para nossas mãos, mas também os “fracassos” e incertezas.
Nesse período que passei fora, eu vi o quanto eu posso fazer e simplesmente não faço, e não faço por minha culpa, minha e somente minha. Um grande exemplo são minhas notas, eu só não fui melhor porque eu não me preparei, não me planejei, porque não estudei direito... Não dependo do professor inteiramente, não me importa se ele é ou não é o que tem que ser dando aula, se ele exerce seu papel direito e com todo empenho ou não, eu sempre posso aprender algo com ele, ele sempre vai ter algo a me passar, isso é mais do que humildade, é esperteza e consciência, de que eu não sei nada do mundo e da vida, nada que seja realmente significante perante tudo o que a vida é e tudo o que o mundo representa. E partindo desse pressuposto, dessa base de que estamos no mesmo barco e que sozinha eu vou me garantir, é que acontece um vínculo mais forte entre os dois lados da situação (no caso: professor e aluno), e desse vínculo vem o aprendizado e desenvolvimento mútuos.
Quando a gente arruma um plano B, se garante, muitas habilidades se desenvolvem e florescem, como por exemplo, a de raciocínio, a de socialização – porque talvez você precise ainda de outra pessoa para ajudar na situação, para usar como inspiração, para se espelhar... -, entre tantas outras.
Coisas fáceis, rotuladas e quadradas não me satisfazem mais. Eu preciso de mais. Eu mereço mais. E ninguém melhor para ser responsável por isso, do que eu mesmo.

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