Páginas

Amando a ideia anti-amor, socialmente difundida aos quatro ventos

01 maio 2014

Música do dia: Ellie Goulding - Goodness Gracious

“Não sei amar pela metade, não sei viver de mentira, não sei voar de pés no chão, sou sempre eu mesma, mas com certeza, não serei a mesma para sempre.”  —Clarice Lispector.

Quando foi que o amor virou algo tão banal? Eu não sei, nasci depois do ocorrido, talvez? Por amor, digo, amor romântico, aquele famoso e cobiçado dos beijos, abraços, noites entre lençóis e juras poéticas.
Eu sou o que chamam de insensível, fria, ou quaisquer adjetivos queiram atribuir a minha simples decisão de não acreditar no que ficam expondo por ai e nomeando de amor. Eu não sou criança, sei que isso tudo ai não é amor, não passa de uma grande bagunça, que na maioria das vezes não leva a lugar nenhum, algo vazio, que teima em ser aceito como algo puro.
As pessoas não vivenciaram o amor, apenas tem a definição quadrada que empurram goela abaixo, e na tentativa de torna suas vidas mais emocionantes, forjam um amor, e até se iludem achando que sentem ele.
De certo modo, é crueldade julga-los, porém não posso aceitar que eu saia como a louca da vez e nem compactuar com essa grande encenação; não farei parte disso, isso não faz parte de mim. Digo que acredito sim no amor, mas em como ele é, em todas as suas formas, tortas e deturpadas, desde que não seja impostor. Com o passar dos dias o meu detector de amor-forçado fica mais apurado, mais preciso, e eu passo a me portar mais contra. Não sei simplesmente fingir que me deixo levar. Não sou como os outros, e não seria nesse momento que me tornaria uniforme.
Também não sou tola de enfrentar o Amor romântico, ele é traiçoeiro e sutil quando quer, nem sempre entra escancarando a janela de trás. Já fui ingênua em tentar confrontá-lo, questioná-lo e ainda mais inocente por tentar expulsá-lo de meu peito. Ele é crescido e forte, vivido e experiente; e eu sou briga fácil; mas nem por isso vou facilitar as coisas para ele, gosto das coisas difíceis, daquilo que foge do controle de todos, acredito que assim as coisas mais incríveis tendem a acontecer, e já tive grande prova disso.
Do Amor tive a prova necessária, a dose homeopática que me abriu os olhos. Procurei o que senti e vivi nos escritos e relatos por ai, e em nada se encaixou, não tão bem quanto no Meu Amor.
Sugiro que vivamos o amor por nós mesmo, sem predefinições, sem restrições, dando a cara à tapa se preciso for, mas o mais importante: deixar que ele entre na sua vida para valer e bagunce tudo o que desejar, pois nunca se sabe quais são seus planos de fato...

Nenhum comentário

Postar um comentário

 
Desenvolvido por Michelly Melo.