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Jogo de contradição

07 maio 2014

Música do dia: Diwali - A gente
“Do amor conheço os sintomas e os hematomas.” —   Paulo Leminski 


Começo a pensar que é disso que a gente gosta... Dessa coisa contraditória que é um querer, que é um amor, e não me refiro só o amor romântico, mas a tudo o que nos interessa, tudo pelo qual a gente tem certo fascínio, certa consideração.
Porque muitas das vezes, não é tudo lindo... Sejamos realistas... Nunca é. E acho que é isso que mais nos embala. É esse jogo entre o dar certo e o errado, esse equilíbrio mágico que, ora nos frustra, e ora nos deixa nas nuvens. É disso que a gente gosta, porque por mais que a gente tente controlar tudo, a gente nunca consegue e nem vai, mas só de tentar, isso já fica mais interessante. A gente luta por algo, inconsciente ou conscientemente.
Ter amor por uma coisa pode fazer um bem danado. Pode te levar ao limite e além dele, de tudo o que você pensa, e que é de fato capaz de fazer. Pode abrir um leque de novos sonhos, que é capaz de surpreender.
Mas também pode simplesmente nos corroer por dentro, se a gente não souber tirar o melhor desse sentimento, desse estado de ser. Uma vida toda pode desmoronar por uma simples coisa, algo corriqueiro no dia-a-dia que simplesmente não deu certo, ou não saiu como a gente desejava. É preciso nesses momentos ter jogo de cintura e saber que algumas coisas têm mesmo que dar erradas para que possamos crescer e amadurecer, e ganharmos oportunidades inimagináveis. Um desvio de rota pode nos levar a caminhos que nunca sonhamos...

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