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Planos 2015 Part l

10 janeiro 2015

Música: Lips are movin - Meghan Trainor

O que define o ser humano é a imperfeição. — Pérfido


É quase impossível descrever tudo o que se passa na minha mente mirabolante, mas vou compartilhar mais um pouco dos pequenos projetos que planejei por esse anos ai, e que pouco tive de coragem e vergonha na cara de levar para frente.
Felizmente veio alguém de fora e esfregou na minha cara o quão vergonhosa estava ficando a minha situação; foi bom porque eu pude acordar e começar a me mexer, claro que nada vai apagar ou preencher o tempo que passei parada e de bobeira só vendo a banda passar, e obviamente - também- que eu aprendi e muito até com esse período mais inútil e improdutivo da minha curta vida, basicamente aprendia  observar bem, fazer análise conexões e a julgar muito bem as situações, aprendi ainda mais sobre mim e meus princípios, até hoje pouco explorados... De forma alguma eu parei estaticamente no tempo, eu cresci em um ritmo lento, mas o suficiente para que eu pudesse ter impulso para o Agora, que é importante.
Essa pessoa abriu meus olhos par o meu potencial para me tornar feliz de novo, aponto o dedo para a minha covardia comigo mesmo - como pude desistir de mim, assim tão fácil?- esfregando o dedos nas feridas que não cicatrizaram direito e da forma correta. Agradeço todos os dias por essa pessoa ter me dado chão para voltar a correr. Mas não correr de algo, ou alguém, no máximo, correr para algum lugar, de encontro a um lugar melhor, mas talvez nem isso... Talvez apenas correr pelo percurso mesmo, que pode ser muito melhor do que o ponto de partida e mais ainda do que a linha de chegada; aquela corrida com cara de caminhada em um dia de primavera, que não cansa, mas motiva, que não tira suas forças, mas que dá energia para continuar indo cada vez mais longe. Duvido, hoje, que há alguém que possa me parar.
Não vou parar de sonhar e nem de planejar, só vou começar a por em ação simultaneamente. Por exemplo: Quero medicina, mas durante esses 3 últimos anos eu fiz absolutamente N-A-D-A pelo meu sonho, apenas fantasiei; chegou a hora de ir correndo atrás porque esse sim é um dos caminhos mais longos e duros que vou enfrentar, e que ninguém pode passar por mim e nem me colocar na trilha, eu preciso criar essa trilha, passo por passo.Isso quer dizer que esse ano eu já comecei me programando para estudar especialmente com esse fim. Serei muito mais séria nos estudos, vou tentar poupar e otimizar cada mínimo tempo que eu tiver, porque um sonho não pode atrapalhar outros, e muito menos minha rotina ou a realidade. Eu tenho compromissos, responsabilidades e comprometimentos, fora as fases normais da vida que vão vir com tudo.Sem mencionar ainda o quesito familiar, do qual eu andei me isolando, fugindo e fechando os olhos; e que também faz parte do me colocar no mundo, do lidar com frustrações, do aprender com o Outro, do trocar experiências, do vivenciar algo novo... Eu preciso resgatar -mesmo que seja aos poucos e com poucas pessoas, em ambientes limitados...- esse contato familiar, fazer com que o sonho da família do sonhos estampados nos filmes americanos de família feliz e unida, não sejam apenas filmes e utopias; não digo que famílias são daquele jeito que mostram e ilustram, mas que elas também podem ser daquele jeito, e não só como o são; e que eu faço parte da situação familiar que temos, que me colocar a parte não me desliga de fato dela, se estou no time, tenho que considerá-lo meu time para que possamos ganhar, e esse o meu desejo daqui pra frente.Comecei a passos curtos e de tartaruga, ficando mais onde queria ficar, passando mais tempo com quem merece minha atenção e carinho, testando novas aproximações, expandindo minhas interações... Criando histórias com eles para poder contar e lembrar. Afinal, um dia é tudo o que seremos, não? Histórias e histórias; então, que sejam boas de serem narradas, e melhores ainda de serem vividas.E não é só uma questão de me colocar na vida alheia, mas sim um desejo novo de colocá-los, encaixá-los e amontoá-los na minha vida, de forma natural, claro. Não quero carregar vazios, e muito menos arrependimentos, ou inutilidades; quero conteúdo, quero extrair - da forma mais plena dessa palavra- o Melhor de cada um, sem piedade, fazê-los me mostrar o que de bom existe neles; porque me recuso a aceitar ou acreditar - até mesmo a suspeitar- que tem Pessoas-quaisquer em minha vida, no meu caminho, elas não estão ali atoa e não podem ser coisa atoa.E esse talvez seja o meu maior defeito: eu não aceito menos do que o Melhor.
Por hoje é só, beijos; vou ali capotar lindamente.

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