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Mudanças

17 março 2015

Música: Ana Carolina - Eu comi a Madona

Lembre-se: Felicidade é uma viagem, não um destino.Henfil

Eu sou tipo aquele filho único que ficou muito tempo grudado aos pais e quando resolve bater as asinhas sai desengonçado e cambaleando por ai, mas que mesmo assim continua firme no plano, ignora os obstáculos, esbarra em alguns deles até, mas segue, sem direção fixa, única coisa intensa mesmo é a vontade e o desejo, se dará certo ou não, outros quinhentos. Admito que me sinto meio assim, muitas coisas a fazer, muitas outras que quero fazer, e nem todas sei como, mas vou mesmo assim, dou o Start e o que me aguarda é uma grande surpresa. Vem sendo assim a meses, desde 2014, para ser sincera. 
Basicamente, eu sei onde quero chegar (mais ou menos- pois podem surgir caminhos mais interessantes, e atalhos) só não sei exatamente como chegar. Mero detalhe não? Desde que eu saiba aproveitar o caminho...
O trabalho vem me consumindo mas é algo deliciosamente gratificante. Sentir-me útil, ampliar meus horizontes. Enfrentar meu monstros - que antes se escondiam embaixo da cama- diariamente ( falar em público, me expor, me responsabilizar, ser criativa...). É só a pontinha do iceberg, com certeza, mas já tem sido maravilhoso poder me dar conta disso, me redescobrir e me reinventar a cada amanhecer. Ir dormir com a certeza de que cresci mais alguns centímetros rumo a algo bom; algo bom no sentido de ser um conjunto bem complexo e indissociável de mim, minha vida, tudo que ela contém, e mais. Aliás, minha inteligência, compreensão e esperteza ainda são muito limitadas. Minha intuição então... Mal começou a se desenvolver, eu nunca havia dado espaço para ela aparecer e se exercitar, mas agora ela tem esse aval.
A faculdade resolveu por as garras de fora e está disposta a nos arrancar a alma se permitirmos isso. Parece que toda a complexidade dela (veja bem, da FACULDADE, e não do meu CURSO) resolver se abater contra nós. Agora ou fazemos direito, ou nem fazemos. Não vão aceitar menos do que o correto. Não é uma parada fácil, mas estamos ai... Depois disso tudo, sei que vamos estar no automático e poderemos apreciar a vista (vulgo: beleza do curso e da profissão).
Família. Eis um bagulho complicado, mas ao mesmo tempo tão simples. São o que são. Não há como negar. Irritam, apoiam, encorajam e no despem de nossos princípios... É tudo junto e misturado, cada caso é um caso, e nem sempre o é assim. Não tem um manual, e as regras são flexíveis. Não há um regime que consiga reger com perfeita harmonia tamanha desordem ordenada. Nasceu para dar certo, mas vive dando errado. Será que tem coisa mais gostosa do que assumir essa imperfeição, aceitando as pontas, as voltas e os tropeços do sangue do seu sangue, que nem sempre é doce, muitas vezes é amargo? Não há uma receita, e mesmo se houvesse, eu não a usaria.
Parei de fugir da minha ninhada e topei o desafio de somar. Que venham as dores de cabeça, os sentimentos irrefreáveis... Mas que tragam como acompanhantes o amadurecimento, crescimento humano e sentimental que tanto almejo. É necessário encarar a montanha sempre, mesmo que seja apenas para vislumbrar um atalho por entre ela. 
Meus amigos, eu ainda sei quem são, e a intenção é não perder isso de vista, mesmo que os perca momentaneamente. O tempo tem um jeito muito torto de nos mostrar quem vem para somar e se agarrar a essa vivencia, e quem não. Muitas vezes não entendo nada do que aconteceu, mas sei que se aconteceu é porque era o curso certo, e que nem tudo tem que ser definitivo; ou seja, eu ainda posso me surpreender, e muito.
A vida continua me sorrindo e estendendo a mão, e eu não seria louca o suficiente de rir-lhe sarcasticamente recusando o pedido. Eu fui e não tenho data de volta.
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