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Vai leve. Quem sabe... Voa!

25 junho 2015


"Significaria atravessar uma fronteira que havia erguido em sua mente, e não havia como voltar atrás em algo desse tipo.”— Noites de tormenta.


Estou assustada, tremendamente assustada, mas nada que eu não vá dar conta no final... Acho que a rotina está fazendo cara de má para mim, só. O que fazer? Mostrar quem manda, no mínimo... Não posso perder o jogo de cintura e levar a vida mais na esportiva, embora ela seja exigente.
Em 6 meses minha vida deu um pulo, e hoje realmente sei que não sou mais uma adolescente, mas também não sou uma adulta, então onde me encaixo? Será que ainda me encaixo?
Sei que tenho um passado muito mal resolvido, aliás deixei ele todo quase em branco e isso também pesa, e 2015 veio com uma carga muito pesada, não sei se as alças da minha bagagem tem força, e definitivamente, elas não estavam preparadas para tudo isso, não de uma vez. É uma surpresa atrás da outra, umas mais previsíveis, outras nem tanto...
Eu fico me perguntando quais são minhas prioridades, e ai descubro que tem tanta coisa importante, que tenho medo das que são classificadas Prioridades, porque eu sei que não posso vacilar, e eu não quero mesmo fracassar, não novamente. Pode parecer estranho, e até mentira de longe, mas eu já senti o gostinho amargo do que é fracassar, e eu não nasci para viver assim, não mesmo. Admito que eu não sei lidar com frustrações, o fato de ter sido muito mimada colaborou muito para isso; e tem suas vantagens.
Além de não deixar a palavra Fracasso tomar espaço em minha vida, e no meu dicionário, eu ainda não sei o equilíbrio sadio em deixar as coisas para trás, em abandonar fácil as coisas, pessoas e situações, não sei até onde não ser tão sensível nisso me torna uma pessoa cruel... Estou testando esses limites diariamente, e ando vendo evolução, por mais que eu saiba que é uma característica minha, eu já consigo notar quando faço essas coisas e o porquê.
Nos últimos tempos eu tenho tido como "lema" diário, não o clichê "Se ame mais!" mas sim algo do tipo "Se não te ajuda, se te prende... Corta, solta, deixa para trás. Não leve peso. Vai leve, quem sabe, voa!". De longe, essa teoria parece perfeita, não? Não ter tantos pesos, não mais do que os que precisamos, esvaziar os excessos, sem remorsos, crescendo com a sua própria partida. É deixar espaço da onde se sai, a procura de um novo, onde nem chegamos ainda... É ousar ir além do que já conhecemos, donde já estamos.
Eu tenho tantos sonhos, que os confundo com metas. Sei que vou pegar o rumo que me leva até lá, ou os rumos... A questão é o que, e quem vai comigo...
Mas voltando ao começo do trecho... Não nego, estou assustada, mas até mesmo nesses momentos, acho que principalmente neles, é quando tomo uma decisão importante que me leva a algum lugar, que me desafia, que me torna mais forte, e com mais probabilidades de erros e acertos do que eu conheço até o momento de então. Não tenho medo de ter medo, apenas de que esse estado temporário se demore um pouco mais do que estou acostumada/prevendo, pois o medo também é congelante, e não posso arriscar tudo o que consegui assim.

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