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Humanos. Um Ponto Pálido Azul!

04 dezembro 2015

“A perspectiva do suicídio estava sempre presente, forte, como formigas correndo pelas veias dos pulsos. Suicídio era a única coisa positiva. Todo o resto era negativo.”
Charles Bukowski

Depois de tanto tempo eu consegui assistir a esse espetáculo. Lembro de ter começado a ver, mas só hoje (04/12) consegui finalizar o filme. Que me deixou com a sensação de que a gente pode mais.
É um filme que narra como é a vida de algumas famílias, como se relacionam, seus problemas... Desde a traição e matrimônio, até a descoberta da sexualidade e as escolhas na escola. É um filme muito rico em conteúdo.

O elenco desse filme conta com atores incríveis como: Ansel Elgort (como Tim Mooney); Adam Sandler (como Don Truby); Jude Greer (como Donna Clint); Jennifer Gamer (como Patrícia Beltmeyer)...

A questão existencial é abordada de tantas diversas formas, que é impossível não se pensar a respeito. Desde do que toca a uma gravidez na adolescência, até o quanto vale a sua própria vida, e pra quem ela importa.

Tem um Q de drama, na dosagem certa, que não descaracteriza tanto os personagens. Aliás, a Alisson Doss (interpretada pela atriz Elena Kampouris) pode parece uma personagens descaracterizada, mas não, é o perfil dela, a fragilidade é sua marca; mas é notável uma mudança na sua percepção de mundo, pelo famoso "é quebrando a cara que se aprende". Ela é uma personagem que aguenta uma barra danada para alguém que não está preparada nem fisicamente, e nem psicologicamente. Quando se acha que ela vai desabar e vacilar, ela quase concretiza esse pensamento, mas mostra que uma vida pode sim mudar de dinâmica.

Cada personagem te cativa de uma forma única, e te prende na trama da sua vida. Tem desde o que é abandonado pela mãe e está completamente perdido na própria vida, até o casal que perdeu o sentido de estarem juntos.

Tem de tudo, romance, drama, comédia, um pitada de indício sexual e erótico... É um filme que te faz questionar sua própria vida, os papéis que você exerce na sua família, o que você faz com o seu tempo, de quem você se esconde, do que se tem medo...

Uma questão muito marcante durante todo o filme é a convivência familiar, e como ela é fragilizada de diversas maneiras, como se fortalecem os laços... Essa relação é tão complexa que é possível se perder nela, como é o caso das personagens Donna Clint (Jude Greer) e Hannah Clint (Olívia Crocicchia) - mãe e filha - que perdem a noção dos papéis e a sensibilidade dos atos.

Selecionei algumas cenas do filme, que traduzem um pouquinho do que ele aborda.

Âmbito Familiar
Questões Existenciais
Romance
Mas vai muito além, por diversas vezes o filme cita, e até mesmo narra partes do "poema" de Carl Sagan: Pálido Ponto Azul. O personagem Tim, tem uma ligação muito forte com esse poema, e durante a narrativa do filme, a voz feminina também narra o mesmo poema. E tem tudo a ver com a temática do filme. Resumidamente, Pálido Ponto Azul vai tratar sobre a nossa existência na Terra, e o quanto a Terra é pequenina, comparada a todo um universo indefinido e não descoberto. E se a Terra é tão pequena, podendo ser comparada a um mini grão de areia; quem dirá nós; que importância temos? Por que o universo nos notaria?
Vou deixar aqui embaixo um vídeo sobre Pálido Ponto Azul, que de forma alguma é de minha autoria, publicação, ou seja lá o que pensam (assim como as fotos do filmes, não o são). Só acho extremamente interessante, e válido que todos vejam. Um dia farei um post somente dele, pois me impressionou demais.


Espero que gostem; me digam o que acharam, tanto do filme, quanto do vídeo.


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