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A vida muda de tom quando a gente muda também...

08 outubro 2016
Vivo o meu avesso Hilda Hilst
A vida que eu queria não era bem essa. Não era bem aquela.
Perdi o controle remoto e não sei ler o meu próprio manual; assim complica... 

Nos últimos anos é como se a vida tivesse um fluxo todo próprio, que os outros não percebem, e eu não entendo muito bem. Acontecem coisas que eu tenho que passar sem entender mesmo, e tantas outras que exigem tanta energia, que eu desisti de entender completamente.

Mas sou daquelas pessoas que não consegue viver sem entender, então como eu fico? Não sei. Estou tentando descobrir. Anda meio nublado, mas eu comecei a ver algumas tonalidades no chão do meu caminho.

Ainda sinto certo medo de olhar para frente, e para cima. Talvez medo de que não seja tão ruim quanto eu imagino. Porém fico curiosa sobre qual tipo de céu me espera... Será que é azul?

Tenho sido paciente comigo mesma, para que eu não me desencoraje a continuar, mesmo sem entender racionalmente. Tenho tido tantos avanços, me tornando uma pessoa melhor; passei a conhecer melhor minhas emoções, descobrindo o que me toca. É assustador o quanto coisas simples do dia-a-dia podem mexer com a gente; isso vai desde um morador de rua pedindo comida no frio, até uma mãe que grita e ameaça bater no filho no meio da estação da Sé... 

O mundo tem tido dias difíceis, e eu me recuso a ser um fardo desses para ele,;quero ser a coisa boa no caminho de alguém, quero ser o riso inocente de uma criança... Quero me tornar uma criança grande!

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