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Descuide-me, assumo! Aceito o prêmio se vier...

18 dezembro 2016
Em cada esquina cai um pouco a tua vida. — Cazuza.
Descuide-me! Assumo.
Cai em mim mesma e me enrolei. Perdi uns dias da vida só pensando no que perdia. Que tola fui... Acreditei que achava, quando na verdade tudo o que eu fazia era perder. Tempo não é só questão de dinheiro, mas uma questão pessoal, comigo mesmo, desculpe sociedade.

Saber se sentir infinito é tarefa difícil, equivale a umas desenhas de poemas em coreano, ou aquela maratona louca de exercícios de física...Não sou a melhor nessa matéria.

Dei nó, desatei, perdi a linha, e caiu tudo no chão. Não soube o que fazer, já pensei saber, descobri que estava errada; e tive que recomeçar. Tarefa árdua, mas gostosa. Recomeçar é uma chance que poucos tem. Porque quando a gente viu, já foi. Um carro passou, a doença pegou, a gente evaporou!

A gente vive se deixando pra trás, se sabotando e neglicenciando. Até que não temos mais o direito nem de escolher sobre essas atitudes, vira tarde demais, e isso dói. Dói na gente e em quem fica. Porque é verdade, sempre fica alguém, alguém de lado, alguém para trás... 

Você já foi quem ficou pra trás?
Não é a melhor sensação do mundo, vai pro mim. Se puder evite, mas não se acorrente a ninguém, porque isso corta umas asas imaginárias que dão chance de vôos, de fuga. ou você ainda ingenuamente acredita que é possível estar 24 horas preso ao chão de concreto?

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