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Show particular a cortinas fechadas!

26 setembro 2016
Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida. — Platão.
E hoje eu não chorei! Acredite se quiser minha cara... Os tempos são outros, a lágrima bateu na trave e voltou. Acho que com o tempo a gente vai se tornando boa em domesticar nossos sentimentos, ainda mais os desastrosos como a tristeza e a raiva.

Eu me torno uma bagunça diariamente, e é cansativo colocar tudo no lugar; mas tem sido mais divertido pelo menos... Agora eu sei exatamente onde guardar a tristeza, depositar meu riso e como convencer a Raiva de que ela é melhor como aliada, na calada do momento, do que tentando me tirar do sério. Nessas negociações, acabei por me conhecer melhor, mas não completamente.

Hoje no ônibus eu não precisei implorar para que minha raiva fosse embora, ela mesmo se foi; fez um pequeno showzinho interno e se retirou, dando espaço a pensamentos mais racionais que me fizeram ver que meu dia estava sim valendo a pena, e que o desespero não estava a fim de dar as caras nessa segunda.

Foi como assistir uma apresentação de PowerPoint, com musiquinha de fundo. O meu interior se mostrou para mim, as emoções trocaram de lugar na minha frente; se reorganizaram quase que sozinhas, sem muito esforço. Acho que elas começaram a me entender, ou a Senhorita Angustia teve uma boa conversa com elas sem que eu soubesse. A raiva veio falou o que precisa e se foi, o desespero bocejou e se retirou... No final da viagem, descendo no ponto perto de casa, o que tinha sobrado era uma sensação de consolo, mas consolo interior.

Não é interessante como até mesmo sua alma passa a ser mais gentil com você, quando você assume que não pode controlar tudo, e que no fundo está sempre só tentando aprender um jeito melhor de levar a vida? Acho que isso só é possível porque eu coloquei minha Alma em prioridade, ela reconheceu o gesto e está me ajudando, já que não é tão fácil, e não vem com manual de instrução.

Não sinto mais como se eu fosse desabar, e mesmo que isso aconteça, é como se cada emoção, e cada lembrança pudesse se personificar, ganhar asas próprias e recolocar tudo no devido lugar. 

Não acredito em Inconsciente, me perdoe... Mas acredito em partes que não conheço ainda, de mim mesma. Mas nunca é tarde para um encontro, uma visita.




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